Os selos de qualidade nas embalagens italianas

18 Jul 2017

Na Itália, podemos dizer também na Europa, existem vários selos de qualidade, que servem como garantia do produto comercializado. Neste post falamos um pouco sobre a diferença e a importância de cada um e, quando você encontrá-los em  prateleiras de supermercados, feiras e eventos, poderá entender melhor o que está consumindo e levando para casa.

 

Estamos mais familiarizados com os selos que são usados mundialmente para a produção de vinhos: IGT, DOC e DOCG. Foram criados para evitar falsificações, controlar a produção e garantir a qualidade. São normas que certificam que os vinhos têm origem definida e que são únicos no mercado. Vejamos suas diferenças:

 

IGT - Indicação Geografica Tipica: corresponde a um país, região, cidade ou localidade, delimitada e conhecida por ter uma ótima referência como produtora do vinho. Neste caso, somente a localização geográfica é levada em conta, sem regras rigorosas. 

 

DOC -  Denominação de Origem Controlada: além de terem uma zona bem precisa de produção, são regulamentados e fiscalizados com testes de qualidade rigorosas. Algumas regras são a área de produção das uvas, o plantio máximo de uvas por hectare, o teor alcoólico mínimo das uvas, as características organolépticas do vinho, as condições de produção (clima, solo, altitude, exposição, etc.), a composição das vinhas, da densidade das plantas, as formas de reprodução, os sistemas de poda, o modo de teste organoléptico, o período mínimo de envelhecimento em madeira e / ou em garrafa. Além disso, são sujeitos a testes físico-químicos e organolépticos durante a fase de produção que são realizados por comissões especiais.

 

DOCG - Denominação de Origem Controlada Garantida: seguem as mesmas regras do selo D.O.C., porém mais rigorosas. A norma prevê que a designação D.O.C.G. pode ser atribuída a um vinho que, pelo menos, tenha 5 anos de reconhecimento como D.O.C.  Para vinhos D.O.C.G. existe um segundo teste durante a fase de engarrafamento e no rótulo é obrigatório o ano da safra (exceto para os vinhos espumantes).

 

Abaixo, as características dos selos usadas pelo sistema europeu de proteção e registro, que se referem a produção agrícola e agroalimentar:

 

DOP - Denominação de Origem Protegida: são concedidas a produções agrícolas e agroalimentares que têm uma estreita ligação com sua região. Todas as fases de produção (matéria prima e processamento) devem ser oriundas da área definida pela regulamentação local.

 

IGP - Indicação Geográfica Protegida: para obtê-la o produtor deve em pelo menos uma fase de sua produção (matéria prima e processamento), estar em área definida e regulamentada.

 

STG - Especialidade Tradicional Garantida: pode ser concedida a produções agrícolas e agroalimentares que, ao contrário dos selos DOP e 

 

Produtos Biológicos: são produtos que devem ser cultivados segundo as normas europeias, basicamente sem produtos químicos, como no Brasil, e são controlados para receber a certificação de produto orgânicos.

 

Produtos Tradicionais:  são aqueles que, embora não sejam oficialmente reconhecidos, são obtidos utilizando métodos de processamento, conservação e maturação conhecidos e que não mudaram nos últimos 25 anos. Esses produtos são pesquisados para evitar que venham a desaparecer, por conta das rígidas leis e normas europeias, e para serem inclusos na lista de produtos DOP, IGT ou STG.

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