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Itália, 6 meses depois...

12 Mar 2018

 

Hoje, dia 16 de março, completo 6 meses que VIVO a Itália.

Digo dessa maneira porque passei por tantos processos culturais e sociais, burocráticos... enfim, é como nascer novamente e viver uma outra vida.

 

Tanta coisa aconteceu que eu nem senti o tempo passar; coisas boas e nem tão boas assim, como em qualquer lugar do planeta.

 

As boas vocês já podem imaginar: a gastronomia, o patrimônio histórico e cultural que é fantástico, conhecer pessoas de todas as raças(imigrantes como nós batalhando para continuar aqui), poder pegar um trem e chegar logo em lugares incríveis, aprender outra lingua e o jeito de viver italiano, na eterna “dolce vita” que nos encanta num primeiro momento. Mas e depois?

 

Depois me deparei com muitas dificuldades e situações de chorar de rir e de raiva, Ouvimos dizer sobre a burocracia italiana e continuamos a acreditar que no Brasil é pior. Pois acreditem, não é!

 

É como dizer para os italianos sobre a violência no Brasil; eles acham que você está exagerando. Jamais teremos a dimensão da realidade de um país se não vivenciarmos a sua cultura.

 

Além da burocracia ser terrível, a informatização parece ainda não ter chegado por aqui. Para tudo você precisa preencher formulários, muitos deles para a mesma solicitação.

Os computadores das repartições públicas são poucos, antigos e o papel continua a prevalecer em todos os procedimentos.

Os italianos também reclamam, mas tenho a sensação de é assim que eles querem continuar, um conformismo muito grande... é bem maluco!

 

O custo de vida não seria alto se a nossa fonte de renda fosse em Euro.

Infelizmente a moeda brasileira é que não vale nada e um bom exemplo é a tarifa de  ônibus que tem o mesmo valor desde que viemos a primeira vez, em 2011: 1,50 Euro.

 

Mas como nossa fonte rende ainda vem do Brasil, se pararmos pra calcular fazemos as malas e voltamos pra casa correndo... não é fácil! Se você pretende começar uma nova vida na Europa, planeje-se e faça uma reserva antes de vir!

Outra coisa importante é estudar a língua. Saia do Brasil com uma base mas não deixe de estudar quando chegar aqui. Isso vai facilitar muita coisa quando você tiver que resolver muitas coisas e não tomar sustos depois com contratos de aluguel e serviços de água, energia, trabalho, etc.

 

O emprego, no momento, não existe nem mesmo para os italianos. É claro que para serviços como limpeza, garçom e garçonete (se falar inglês), camareira, cuidadora de idosos, você pode encontrar alguma coisa. 

Se nós fossemos mais jovens até dava para encarar, mas não é o nosso projeto

 

Temos consciência de que ainda há muitos desafios pela frente, o clima para mim é um deles... mas enfim, nunca será fácil começar do zero mas, mesmo assim, tem sido uma experiência pessoal enriquecedora e que te faz o tempo todo olhar para dentro.

 

Ainda temos muitas dúvidas, mas estamos na nossa tentativa pessoal de realizar o que consideramos importante.

Tudo isso tem demandado sacrifícios, mas estamos seguros que seremos recompensados, porque se colocar no mundo para o aprendizado sempre irá de alguma maneira nos engrandecer.

 

A principal mudança não é de país, é a nossa mesmo.

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